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Como as notícias movimentam o mercado da bolsa

“A noticia saiu e o papel não subiu/caiu”.“O balanço reportou um lucro/prejuízo muito grande e mesmo assim o papel acabou caindo/subindo”. Essas e outras frases são bem comuns entre os investidores do mercado de renda variável. É comum nos frustramos com o resultado da oscilação das ações de uma empresa após a divulgação de alguma notícia sobre a empresa em questão. Mas por que isso acontece? Existe alguma explicação para isso?

Uma das coisas que mais confundem os investidores em relação à divulgação de notícias é que normalmente notícias muito aguardadas, quando finalmente são divulgadas, não geram uma movimentação dos preços na direção em que o novo fato aponta. A principal coisa que se precisa entender é que o mercado trabalha com expectativas, e que os investidores precificam os ativos tomando por base as projeções de preço para as empresas com toda a informação disponível no presente momento.

Decisões sobre a política econômica, decisões da justiça envolvendo a atividade de alguma empresa negociada em bolsa, resultados trimestrais ou qualquer outro tipo de notícia envolvendo empresas listadas em bolsa sempre são “antecipados” pelos grandes bancos e gestoras. Levando em conta essa expectativa, essas mesmas instituições precificam os ativos em questão.

Quando o dado/decisão finalmente sai, a informação e os seus impactos não são interpretados na hora, eles são postos de frente às expectativas formuladas pelos agentes do mercado. E a partir daí é feita a alteração (ou não) das expectativas de preço daquele determinado ativo. Por isso muitas das vezes em que a empresa solta um resultado operacional com um lucro muito grande, as ações dela não sobem tanto quanto era esperado, tendo em vista que tal resultado pode ter sido em linha com as expectativas, ou até mesmo abaixo do que era esperado.

Existem situações também em que o mercado se prepara para o pior, algo muito comum em situações envolvendo política ou decisões da justiça. Com isso, quando se começa a discutir sobre algum desses temas o mais comum é o mercado precificar o ativo que será afetado levando em conta a decisão menos favorável. Isto justifica movimentos muito fracos ou até de alta quando a decisão finalmente sai. Um exemplo disso seriam as ações da Cemig (CMIG4), que após muita espera, e vários adiamentos dos leilões de suas principais concessões de hidrelétricas acabou fechando com uma queda de apenas 1,61%. Levando em conta o impacto que isso terá na empresa, o “justo” seria ela ter caído bem mais, certo? Errado! Desde quando esse assunto entrou em pauta, os papéis já vem caindo, se preparando para o pior. Veríamos um movimento brusco no papel caso ela tivesse sido capaz de manter as usinas, ou parte delas, tendo em visto que isso iria na contramão das expectativas do mercado.

Por fim, o que podemos aprender disso é que mais importante do que acompanhar o noticiário corporativo é saber quais são as expectativas do mercado envolvendo as notícias que são divulgadas. Dessa forma você estará sempre um passo à frente, sabendo se determinado resultado/notícia está precificado ou não. Para saber disso é importante acessar com frequência os relatórios da área de análise da sua corretora e buscar matérias em portais dedicados ao mercado financeiro. Conte com seu assessor de investimentos para te passar todo o material relevante ao qual ele tem acesso e pode te passar.

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